Preconceito – Precisamos falar disso

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Olá Divin@s!

Hoje mudei o cronograma para falar de coisa séria. Tan tan tan! Acho importante não deixar o dia de hoje, 13 de maio, em branco. Por que? Porque hoje é celebrado o dia em que a Lei Áurea foi assinada libertando milhares de escravos das amarradas e dando-lhes oportunidade para viver dignamente. É claro que nem tudo foram flores, e ainda não são, e os livros de história nos contam bem sobre isso. A liberdade almejada rapidamente se mostrou muito mais utópica do que real e, desde sua assinatura, o negro tenta, luta e busca reconhecimento. São séculos de preconceitos disfarçados ou não que impedem o crescimento físico, social e intelectual daqueles que, por genética, nascem com o tom da pele escura. Como uma roleta russa do acaso o indivíduo que é destinado a cor negra já vêm com “barreiras”, impostas pelos outros claro… e se “ainda for mulher”, vixe, soma-se mais uma, que o diferenciam e estigmatizam. Com qual fundamento? Nenhum!

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E para que nós possamos pensar um pouco sobre a data, vou postar um texto chamado “Luto” que eu publiquei a algum tempo no outro blog, sim eu tenho outro blog e sim ele é de textos literários, 😀, mas que eu gosto muito e, para mim, é extremamente representativo.

“Eu luto. Luto há séculos, há milênios, há dinastias para me colocar inteiro dentro desse lugar que se reconhece como humano. Eu luto. Já lutei contra aqueles que deveriam estar do mesmo lado que eu. Eu luto. Lutei e luto contra todo tipo de corrente, amarra, chicote, açoite, dor, violência e exclusão. Eu luto. Luto com o mesmo vigor de séculos, pois desde então eles me reconhecem, mas não me conhecem, não sabem a minha dor, não sabem o que eu sinto e nem querem saber. Eu luto. Ainda luto por um regime melhor, igual, único, pois estou ainda no mesmo regime em que comecei a lutar, mudaram-se as roupas, mas o olhar é o mesmo. Eu luto. Eu luto e vou seguir lutando, mostrando, alcançando, caindo, me ferindo e me nascendo. Eu luto. E continuo a minha caminhada de luta, lutando bravamente, às vezes sozinho, às vezes com multidões, às vezes contra mim mesmo. Eu luto. Luto por aquele “mas”, “só podia”, “não precisa de cota”, “não existe preconceito”, “não namore a minha filha”, “pega o elevador de serviço”, “que cabelo é esse”, “a vida é assim mesmo”, ” quem você pensa que é”, “isso é religião?”, “como ele conseguiu”, “corzinha”. Eu luto. Luto, falo, grito e espero alcançar, a minha paciência se faz maior do que qualquer virtude, ela permeia séculos. Meu acreditar se fez maior, veio comigo escondido, quieto, mas nunca esquecido. Minha esperança, se visível, preencheria todo o espaço do vazio de você. A minha voz, ainda vai ecoar nos ouvidos surtos até que eles se destampem. Negro é minha cor, e essa é mais uma parte de mim.”

Então é isso meus amores! Hoje eu estou muito poética né? Kkkk! Divin@s de conteúdo, tá meu bem!

Beijo diva em você!

beijo diva

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